Durante as férias, a rotina muda: mais exposição ao sol, mergulhos em piscinas e no mar, viagens e aumento significativo do tempo diante das telas.
Esse conjunto de hábitos tem impacto direto sobre a saúde ocular e pode favorecer o surgimento de irritações, infecções e sintomas de olho seco, especialmente em crianças e em pessoas que já apresentam alguma condição oftalmológica.
Mesmo em períodos de lazer, os olhos continuam exigindo atenção e cuidados específicos. Separei abaixo algumas informações importantes para você aproveitar as férias e ainda cuidar da sua saúde ocular.
Mar e piscina: atenção redobrada
Com o calor, não tem como resistir, mas piscinas com excesso de cloro ou sem controle microbiológico adequado, além da exposição à água do mar e à areia, podem causar:
- irritação da superfície ocular;
- vermelhidão;
- ardência e coceira;
- conjuntivites infecciosas ou alérgicas
Medidas simples reduzem significativamente esses riscos como:
- evitar manter os olhos abertos embaixo da água;
- utilizar óculos de natação ajustados;
- lavar o rosto com água corrente após o mergulho;
- evitar levar as mãos aos olhos;
- não compartilhar toalhas, óculos ou maquiagem.
O uso de colírios sem orientação médica deve ser evitado, pois pode mascarar sintomas importantes ou agravar processos infecciosos.
Exposição solar e a proteção dos olhos
A radiação ultravioleta atinge diretamente as estruturas oculares. A exposição intensa e sem proteção aumenta o risco de desenvolver ou acelerar doenças como:
- Pterígio;
- Catarata;
- Lesões da córnea;
- Degeneração macular relacionada à idade.
Durante atividades ao ar livre, é fundamental utilizar óculos de sol com proteção UV 100% comprovada. Óculos sem certificação podem causar mais prejuízos do que benefícios, pois dilatam a pupila sem bloquear adequadamente a radiação solar.
Telas nas férias: fadiga visual e olho seco
O aumento do tempo em frente a celulares, tablets e videogames é um dos fatores que mais impactam a saúde ocular nesse período. A redução da frequência do piscar leva à evaporação da lágrima, resultando em sintomas típicos de fadiga ocular digital:
- sensação de ressecamento;
- ardência;
- visão turva;
- peso nos olhos;
- cefaleias associadas ao esforço visual.
Para minimizar esses efeitos:
- estabeleça limites diários de uso de telas;
- aplique a regra 20-20-20 (20 minutos de tela, 20 segundos olhando para longe, a 6 metros de distância – equivalente a 20 pés);
- incentive pausas frequentes;
- priorize atividades ao ar livre.
Em crianças, a redução do tempo em ambientes externos associada ao uso excessivo de telas está relacionada a um maior risco de desenvolvimento de miopia.
Aproveitar as férias com conforto visual depende de cuidados simples e acessíveis. Medidas preventivas garantem não apenas mais bem-estar durante esse período, mas também a preservação da visão a longo prazo.